<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619</id><updated>2011-11-23T20:49:49.287-08:00</updated><title type='text'>Razão Inconsciente</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-114425650005203468</id><published>2006-04-05T09:56:00.000-07:00</published><updated>2006-04-05T10:01:40.086-07:00</updated><title type='text'>Constatação...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Conheci o texto abaixo há alguns anos e prometi que sempre iria me lembrar das observações que o autor quis compartilhar com quem quer que seja. A única coisa que posso dizer hoje é que estou fracassando...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Filtro solar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca deixem de usar filtro solar!  Se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro,seria esta: use filtro solar.  Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar  estão provados e comprovados pela ciência;  já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha  própria experiência errante. &lt;br /&gt;Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês.  Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.  Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder  e a beleza da juventude até que tenham se apagado.  Mas, pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e  perceber de um jeito - que você nem desconfia hoje em dia  quantas tantas alternativas se lhe escancaravam à sua frente,  e como você realmente tava com tudo em cima.  Você não é tão gordo(a) quanto pensa!&lt;br /&gt;Não se preocupe com o futuro.  Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação  é tão eficaz quanto mascar chiclete  para tentar resolver uma equação de álgebra.  As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir de coisas que nunca  passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às quatro  da tarde de uma terça-feira modorrenta.  Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.  Cante. &lt;br /&gt;Não seja leviano com o coração dos outros.  Não ature gente de coração leviano.  Use fio dental.  Não perca tempo com inveja.  Às vezes se está por cima,  às vezes por baixo.  A peleja é longa e, no fim,  é só você contra você mesmo.  Não esqueça os elogios que receber.  Esqueça as ofensas.  Se conseguir isso, me ensine.  Guarde as antigas cartas de amor.  Jogue fora os extratos bancários velhos.  Estique-se. &lt;br /&gt;Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.  As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam,  aos vinte e dois, o que queriam fazer da vida.  Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.  Tome bastante cálcio.  Seja cuidadoso com os joelhos.  Você vai sentir falta deles.  Talvez você case, talvez não.  Talvez tenha filhos, talvez não.  Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.  Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você.  As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo.  É assim pra todo mundo. &lt;br /&gt;Desfrute de seu corpo.  Use-o de toda maneira que puder. Mesmo.  Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.  É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.  Dance.  Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.  Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.  Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio. &lt;br /&gt;Dedique-se a conhecer os seus pais.  É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.  Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.  Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.  Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas  e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar,  mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem. &lt;br /&gt;More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.  More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.  Viaje. &lt;br /&gt;Aceite certas verdades inescapáveis:  Os preços vão subir. Os políticos vão saracotear.  Você, também, vai envelhecer.  E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem,  os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes,  e as crianças, respeitavam os mais velhos.  Respeite os mais velhos.  E não espere que ninguém segure a sua barra.  Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.  Talvez case com um bom partido.  Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar. &lt;br /&gt;Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos quarenta  vai aparentar oitenta e cinco.  Cuidado com os conselhos que comprar,  mas seja paciente com aqueles que os oferecem.  Conselho é uma forma de nostalgia.  Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo,  repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale. &lt;br /&gt;Mas no filtro solar, acredite!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-114425650005203468?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/114425650005203468/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=114425650005203468&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/114425650005203468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/114425650005203468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2006/04/constatao.html' title='Constatação...'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-114381973017524383</id><published>2006-03-31T07:33:00.000-08:00</published><updated>2006-03-31T07:43:33.290-08:00</updated><title type='text'>Monólogo das Mãos</title><content type='html'>De Ghiaroni&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Para que servem as mãos? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;foi com as mãos que Jesus amparou Madalena; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;com as mãos David agitou a funda que matou Golias; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;as mãos dos Césares romanos decidiam a sorte dos gladiadores vencidos na arena; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Foi com as mãos que Judas pôs ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;o operário construir e o burguês destruir; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;o bom amparar e o justo punir; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;o amante acariciar e o ladrão roubar; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;o honesto trabalhar e o viciado jogar. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;As mãos fazem os salva-vidas e os canhões; os remédios e os venenos; os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Os olhos dos cegos são as mãos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;O autor do "Homo Rebus" lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem. Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;A mão aberta, acariciando, mostra a bondade; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;fechada e levantada mostra a força e o poder; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;empunha a espada a pena e a cruz! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Modela os mármores e os bronzes; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;da cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza. Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza; doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;O noivo para casar-se pede a mão de sua amada; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Jesus abençoava com a s mãos; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar. Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;E as mãos dos amigos nos conduzem... &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;E as mãos dos coveiros nos enterram!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-114381973017524383?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/114381973017524383/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=114381973017524383&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/114381973017524383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/114381973017524383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2006/03/monlogo-das-mos.html' title='Monólogo das Mãos'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-113810527716551447</id><published>2006-01-24T04:20:00.000-08:00</published><updated>2006-01-24T04:21:17.180-08:00</updated><title type='text'>O miserável e o vagabundo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De nobre, Charles só tinha o nome. Na verdade, já andava cansado de chegar em casa e se deparar com a miséria em que vivia com Ana Rosa e os seis filhos. Sete com o que crescia na barriga da esposa. Além de estar desempregado, a falta do que vestir e até do comer atormentava-lhe a cabeça e o único refúgio eram as doses de pinga barata, que comprava fiado no boteco da esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golpe fatal veio com a ordem de despejo do barraco onde morava, distante quase trinta quilômetros da cidade. Os vizinhos até sentiram pena, mas nada podiam fazer, pois a situação nas redondezas era a mesma, algumas até mais graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias iam passando. A pobreza ardia nos corpos secos e nos olhos cansados das crianças e da esposa, cuja barriga, inexplicavelmente, ainda crescia. A única pergunta que Charles se fazia a todos os instantes era se realmente existia um Deus, capaz de acabar com aquela agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, no mesmo boteco, agravante das brigas com Ana Rosa, Charles encontrou um amigo de infância. Antônio também não havia estudado, mas a inteligência, fora do comum, lhe fizera um homem quase bem sucedido. Mesmo que os caminhos fossem os mais tortuosos, as amizades com os políticos baseavam uma “vidinha mais ou menos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles se sentia feliz de rever o amigo e com uma ponta de inveja pelo simples fato de o outro não passar fome. Sentia também o amargo que lhe brotava do estômago, ao perceber que, para levar a “vidinha”, Antônio não se importava nem um pouco com esta tal honestidade, que impedira tantas vezes Charles de ganhar um trocado a mais para dar, ao menos, de comer aos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A conversa foi avançando e, no meio da madrugada, Antônio disse ao amigo que estava se mudando para uma região muito valorizada da cidade. O valor do terreno? NADA. A área era muito boa. Os donos deviam milhões em impostos e teriam certa dificuldade para retirar os invasores. E como o grupo já era grande, a briga seria boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles se animou quando soube que cerca de quatro mil famílias já estavam de mudança. Enfim, ele seria o futuro rei de seu pequeno território, fazendo jus ao nome, inspirado em um destes príncipes abastados, que nunca sentiram o estômago doer de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinham muito o que levar: uma cama de casal e duas de solteiro, onde as crianças se espremiam para dormir; o caixote velho, onde ficavam as duas panelas, que raramente cozinhavam um pedaço de carne; um fogãozinho de duas bocas, que requentava até por quatro vezes a refeição cujo último grão fazia diferença; os trapos iam nas caixas de papelão e, por último, um saco preto com as miudezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudança feita e a sensação singular da primeira perspectiva de vida davam outro ânimo. Charles largou a cachaça, arregaçou as mangas e sentiu como nunca uma grande vontade de ganhar o mundo, como o super-herói que era visto pelos filhos. Com uma casa própria, não precisavam mais fugir dos donos de barraco, quando o dinheiro do mês não era suficiente para pagar o aluguel e comer. Enfim, “os filho agora podem continuar os estudo”. Iam ter uma vida melhor que a do pai (ou não). Não repetiriam a vida de privação que levavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era maio. Seria o primeiro outono feliz da família. Charles voltara a fazer alguns trabalhos como pedreiro. Todo o dinheiro que entrava, ia para a construção do barraco, que agora deixara de ser um sonho longínquo. Cinco meses foram suficientes para os três cômodos serem levantados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os posseiros se sentiam vitoriosos. A área de mais de 40 mil metros quadrados havia se transformado em um bairro, “Sonho Real” de milhares de famílias. No local, bares, mercadinhos e até uma ONG, que cuidava da educação dos pequeninos. Casas de diversas formas e tamanhos também já estavam erguidas, denunciando a situação de muitos que se diziam carentes, mas, na verdade, só queriam tirar proveito. Políticos, policiais, comerciantes, empresários encabeçavam a luta. Os miseráveis, como Charles e a família, engrossavam o movimento. Sem saber, eram massa de manobra para ostentar a ambição de pessoas como Antônio, que nem de longe poderia ser chamado de miserável. Enquanto isso, a esperança por uma vida melhor ia crescendo incontrolavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na nova casa, Ana Rosa dera à luz uma bela menina, que crescia sem ter noção do momento que a família vivia. Maria Vitória nasceu linda e saudável. Agora, o que realmente importava era seu objetivo: defender a todo custo seu pequeno território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As eleições para prefeito já estavam em segundo turno. Ambos os candidatos precisavam dos dois mil eleitores da invasão. Os invasores também precisavam dos políticos para defender um sonho distante de poucos e o lucro de muitos. As promessas vazias eram incontáveis e continuavam a alimentar as esperanças dos miseráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida parecia equilibrada, quando a mídia local anunciou o mandado de reintegração de posse da área. Começava então o pesadelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio, como um dos líderes do movimento, tratou logo de fazer a cabeça dos miseráveis. Junto com a vontade de vencer, a influência do vagabundo agiu como um tonificante para a valentia dos sofredores sem-teto. Charles, mais uma vez, incorporou o espírito do “super Charles”. Colocou os filhos no colo e prometeu que de lá não sairiam mais. “Papai prometeu. Super-herói não mente”, disse um dos pequenos. A invasão se tornou uma das maiores do estado. O confronto com a polícia, a justiça e o resto da sociedade os faria entrar para a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de sete meses, o “Sonho Real” se tornara um pesadelo para muitas famílias.&lt;br /&gt;“Antônio falou que ninguém poderia sair do sonho, nem pra botar comida em casa”. E mais uma vez Charles amargava a dor de ver seus filhos passando fome, não conseguia cumprir a promessa de ser feliz para sempre. Agora, o coração doía ainda mais quando a inocente Maria Vitória chorava ao sugar o seio desnutrido e seco de Ana Rosa. Mas a esperança não morria. Ele lutaria até o fim para defender o que já considerava seu.&lt;br /&gt;A terra que traria a paz se transformara em um campo de batalhas. Agora, fazia parte da rotina caçar garrafas para fabricar bombas caseiras e produzir armas artesanais de madeira para enfrentar a polícia. Todos estavam armados, inclusive com o medo não disfarçado pelo olhar assustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Rosa achava o marido frio. Ela imaginava que ele não percebia a vida desgraçada que a família levava. Em seu coração, o amor que sentia pelos filhos falava mais alto e a vontade de sair daquele inferno era perene. Pra ele, o amor também era muito grande, daí nascia a força para lutar por aquele teto. Podia não demonstrar, mas seu comportamento refletia a vontade de garantir a vida das crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia parecia interminável. As notícias da retirada e a fome que acometia muitas das famílias do local faziam o sofrimento aumentar intensamente. Depois de semanas de medo da entrada da polícia na área invadida, enfim, chegou a semana decisiva. As guerras em outros países, vistas nas poucas TVs, da parte pobre da invasão, pareciam invadir a vida das famílias miseráveis. Por noites seguidas, as trocas de tiro espalhavam o pavor. Finalmente, em uma quarta-feira ensolarada, dois mil homens da polícia cumpriram a decisão judicial. A situação não podia ser pior: Antônio não estava lá para conferir. Fugiu no início da noite juntamente com os outros líderes gananciosos, afinal, as denúncias de venda irregular de lotes e as prisões decretadas lhes pesavam sobre as costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles empenhava todas as forças no confronto, como se tivesse o peito de ferro. Lutava como um guerreiro espartano para conquistar seu espaço. Até que uma cena lhe comoveu: viu os olhinhos espantados do filho mais velho pedindo insistentemente que o pai desistisse. “Quero mesmo é lutar pela vida, com você vivo, papai. Vamos embora. Eu sei que esse mundo é injusto, que a vida é difícil, mas vamos tentar de outro jeito. Acredito que você é invencível, mas vamos partir para outra batalha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde demais. Um tiro pelas costas só deixou a Charles um último minuto, suficiente para se lembrar de toda a sua vida, desde criancinha. O choro da sua esposa e dos filhos pequenos, que não entendiam nada, intensificava o último segundo de sofrimento. A correria e os tiros para todos os lados deixavam a sensação de ir direto para o inferno. Isso lhe deixou a certeza de que até a fé se compra com condições dignas de sobrevivência. E agora, o que seria de sua família?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida desgraçada se esvaia. Os sons agora eram distantes a luz do sol brilhante enfraquecia cada vez mais. Só escuridão e um vento frio terrível. A sensação de vazio era só o que sentia. Charles não era príncipe nem de si mesmo. Morreu amargando a culpa de nascer pobre e o sentimento de ser vítima de um mundo cruel que não dava chance para a felicidade dos desventurados reféns da injustiça social. Pior ainda, fracassara diante dos filhos, que esperavam, no mínimo, proteção daquele que lhes dera a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio é que estava certo. Não teria o mesmo fim de Charles. Procuraria agora outra forma de se safar dos crimes e partiria para outra. Afinal, o mundo é dos espertos. Só eles são felizes sem culpa. Charles agora voava. Passeava em cima da confusão, mas nada podia fazer, somente observar sua família, que agora teria que lutar sozinha, sem o super-herói, que estava morto, sem provar que era o mais forte e lutaria contra todos por aqueles que tanto amava.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-113810527716551447?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/113810527716551447/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=113810527716551447&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113810527716551447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113810527716551447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2006/01/o-miservel-e-o-vagabundo.html' title='O miserável e o vagabundo'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-113699539407050477</id><published>2006-01-11T08:01:00.000-08:00</published><updated>2006-01-11T08:03:14.086-08:00</updated><title type='text'>A espera</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não quero recobrar a consciência enquanto estiver acesa a última brasa do cigarro...&lt;br /&gt;Eu não quero dormir até que a ultima luz se apague...&lt;br /&gt;Eu não quero morrer enquanto houver um último suspiro...&lt;br /&gt;Eu não vou desistir enquanto viver a última esperança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou matar a última esperança enquanto existir amor...&lt;br /&gt;O tempo passa como a fumaça do cigarro que desaparece com o vento&lt;br /&gt;E não é capaz de suavizar o que sinto&lt;br /&gt;A vida passa como um trem desgovernado e não consegue me tirar do lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas mudam&lt;br /&gt;As estrelas somem&lt;br /&gt;O sol aparece e a noite desce&lt;br /&gt;Eu continuo a esperar que você me diga sim... ou apenas me diga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última brasa...&lt;br /&gt;A última luz...&lt;br /&gt;O último suspiro...&lt;br /&gt;A última esperança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou continuar aqui com meus delírios&lt;br /&gt;Até que as pessoas parem&lt;br /&gt;Até que as estrelas parem&lt;br /&gt;Até que o sol e a lua parem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou continuar te esperando&lt;br /&gt;Até que me digas sim&lt;br /&gt;Ou apenas me diga...&lt;br /&gt;Amor, diga que sim.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-113699539407050477?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/113699539407050477/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=113699539407050477&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113699539407050477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113699539407050477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2006/01/espera.html' title='A espera'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-113621914230911255</id><published>2006-01-02T08:22:00.000-08:00</published><updated>2006-01-02T08:29:44.500-08:00</updated><title type='text'>Mudança de planos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Relutei em fazer um balanço do ano que passou e decidi que não faria aqueles planos e promessas para 2006, já que, ao chegar aos últimos dias de dezembro, a conclusão é que a maioria, se não todos os itens da tal lista ficaram pra traz ao longo dos doze meses que se seguiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, pra minha surpresa, na noite do último dia 30, acabei traçando o meu destino para os próximos 365 dias, talvez pra vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi pôr um fim na inércia dos últimos três anos e lutar por algo que vai me fazer bem. Não vou anunciar qual a principal ação para este ano, mas, com certeza, é algo que vai mudar radicalmente o rumo da minha vida profissional e pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante ressaltar que, para isso, recebi o apoio de uma pessoa que está sempre ao meu lado. Se tudo der certo, no fim deste ano, tudo será novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até lá!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-113621914230911255?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/113621914230911255/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=113621914230911255&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113621914230911255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113621914230911255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2006/01/mudana-de-planos.html' title='Mudança de planos'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-113586752096706528</id><published>2005-12-29T06:41:00.000-08:00</published><updated>2005-12-29T11:17:00.160-08:00</updated><title type='text'>O ritmo da alucinação</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As coisas não estão tão lentas. Ainda ouço, mesmo que distante, os grilos e pássaros noturnos manifestarem suas súplicas por alguma coisa qualquer. O vento assobia, anunciando a chuva que está para cair. O sol já sumiu. Já estou louca e a busca por respostas nem começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta vai ser mais uma daquelas noites. Vou para o mundo inteiro sem sair do lugar. Lugares que quero e outros que tenho pavor de estar. Resta apenas a última lata de cerveja e um cálice de vinho barato. Essa música insuportável me atormenta os ouvidos. Atiça um pouco mais a ira avassaladora, que, por capricho, se aproxima aos poucos, prolongando a cada respiração o suplício pelo fim de tudo isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria melhor deixar de pensar. Fugir completamente do corpo. Adormecer o espírito e virar plasma... Ou pó... E pairar. Viajar com o vento pra onde ele soprar, sem compromisso de voltar. Experimentar a sensação que têm os pássaros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está o perfume das violetas. Não consigo sentir daqui, onde estou agora. Mas posso ir onde elas estão e contemplar a imagem singela de várias delas a dançar em um jardim qualquer. O mesmo vento que me levará as animará. Quero ver também as orquídeas, que em sua hospedeira embelezam os olhares de privilegiados que as sabem admirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora quero sugar o néctar da rosa vermelha, para encher o coração de paixão pela vida.&lt;br /&gt;Sou mais feliz assim. Já que a página branca nunca vai existir, a menos que eu morra, vou me refugiar nas asas de um beija-flor. Ele sim, é um ser iluminado. Já nasceu sabendo o que é bom nesta vida e, sequer precisa de algo mais para ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, passou. A viagem foi curta e a brasa quente me despertou para a realidade. Tenho que voltar ao solo e esquecer os aromas e paisagens. Minhas asas estão quebradas até o próximo anoitecer. O incenso de violeta vai me acalmar. E que Miller me ajude!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Aline Tomaz&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-113586752096706528?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/113586752096706528/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=113586752096706528&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113586752096706528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113586752096706528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2005/12/o-ritmo-da-alucinao.html' title='O ritmo da alucinação'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-113578732749592833</id><published>2005-12-28T08:26:00.001-08:00</published><updated>2005-12-29T06:50:55.776-08:00</updated><title type='text'>Desejo</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que dizem estes olhos que refletem a noite?&lt;br /&gt;O que esconde esta boca que me suga?&lt;br /&gt;O que habita dentro desta fortaleza de silêncio?&lt;br /&gt;Quero entrar em sua mente,&lt;br /&gt;Possuir seu corpo&lt;br /&gt;Invadir seu mundo, que seja por apenas um minuto,&lt;br /&gt;Pra depois dizer que te amo,&lt;br /&gt;Molhar pela última vez seus lábios&lt;br /&gt;Depois partir, te vendo ir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;em&gt;Por Aline Tomaz&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-113578732749592833?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/113578732749592833/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=113578732749592833&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113578732749592833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113578732749592833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2005/12/desejo_28.html' title='Desejo'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-113561498414934499</id><published>2005-12-26T08:32:00.000-08:00</published><updated>2005-12-29T06:12:23.746-08:00</updated><title type='text'>Hoje e sempre</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje acordei com uma leve tristeza, que aumentou quando saí de casa. A chuva fina que caia, outrora deixava um ar de satisfação, mas nesta manhã cinza de fim de ano, só intensificou a nostalgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos dias têm sido assim. O sorriso aparece de vez em quando para enganar a alma, mas o interior, cada vez mais, é sinônimo de desânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando por uma rua qualquer de Goiânia senti a velha sensação de estranheza, que há muito não sentia. Talvez fosse o reflexo do espelho partido ao meio que refletia metade da minha imagem. A impressão típica de ausência de origem ou destino se fez presente mais uma vez. A única certeza é que nesta terra não mora a minha felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que ainda faltam algumas coisas pra eu, enfim, partir. Pra onde ainda não sei. Com quem? Certamente só. Por quê? Preciso buscar um pedaço que me falta e que deve fazer a diferença neste filme branco e preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever tem me feito bem, mas ainda me faltam as palavras pra expressar o grito que sai do âmago e ecoa em algum lugar distante. De qualquer forma, ajuda a superar os dias intermináveis, a falta de perspectiva e vontade de persegui-la.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-113561498414934499?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/113561498414934499/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=113561498414934499&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113561498414934499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113561498414934499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2005/12/hoje-e-sempre.html' title='Hoje e sempre'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-113508876004898552</id><published>2005-12-20T06:15:00.000-08:00</published><updated>2005-12-20T06:26:00.060-08:00</updated><title type='text'>Que seja Infinito enquanto livre</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Depois de tanto tempo sem atualizar este blog, escrevi um texto para uma pessoa que ocupa um lugar de destaque em minha vida e que precisava saber disso.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Paulo Galvez, que nosso relacionamento dure enquanto for livre.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dedico este texto ao homem raro que sonha e que vive por ele. Que reserva cada um de seus dias à experiência que vai fazê-lo mais feliz. Ao ser humano simples, que ainda se preocupa com o próximo e acredita que as coisas podem mudar, só depende de cada um. Estes versos são para o amante eloqüente, que, quando se entrega, me traz a felicidade plena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O sonho é o combustível da alma. É privilégio de poucos. É o objetivo mais lógico a se seguir. O segredo é torná-lo palpável. A vida pode ser linda, cheia de momentos felizes, repleta de amores marcantes e realizações diversas. Basta acreditar no que se quer, sem perder de vista os sonhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O amor é necessário, mesmo que tenha data e hora certas para acabar. Se incondicional e desprendido, é o melhor amigo dos sonhos. Mas é preciso sentir, para vivê-lo em sua plenitude.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Às vezes fico te olhando por um longo tempo enquanto você dorme. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fito cada parte do seu corpo, pensando como sou feliz ao seu lado. Te olho também quando você está acordado, mas prefiro olhar no fundo dos teus olhos negros, e fascinantes. Não somente por serem tão belos, mas porque eles passam a firmeza e hombridade, quase escassas nos homens. Vejo sua boca e fico hipnotizada, não apenas pelos beijos quentes, mas pelas interpretações mais incríveis sobre a vida, que dela brotam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acredito que uma pessoa sem sonhos é vazia. E tenho certeza que você vai chegar onde deseja. Acima de tudo, pela sua capacidade de lutar pelos seus anseios sem prejudicar o menor dos bichos, quanto mais pessoas, conhecidas ou não. Pela inteligência, simplicidade, honestidade, senso de justiça, amizade, companheirismo e porque te amo.Acredite! Sem condições, cobranças, planos, ou prisões. Apenas com respeito, confiança mutua e dedicação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei que nossos destinos podem não se cruzar. Talvez nos reste pouco tempo. Mas enquanto durar vai valer a pena pelos sorrisos, olhares, abraços apertados, beijos repentinos, toques macios e carinhosos. Pelos momentos difíceis e até desentendimentos. Pelo companheirismo, proteção e puxões de orelha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Admiração é coisa que se constrói. E nestes dois anos de convivência só tenho a agradecer por ter vivido este grande amor, enquanto ele existir. Seja até fim do ano que vem ou até o fim de um ano qualquer, sem imposições ou condições.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nunca se esqueça de uma coisa: o céu e o chão vão me fugir quando você se for. Mas se for pelo seu sonho, eu levitarei pela satisfação de te ver seguindo para a realidade que VOCÊ vai ter criado. Minha alma deseja que você seja feliz. E Meu amor é o melhor amigo dos seus sonhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Por Aline Tomaz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;em&gt;* Publicado originalmente em www.mimeographo.blogspost.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-113508876004898552?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/113508876004898552/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=113508876004898552&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113508876004898552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/113508876004898552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2005/12/que-seja-infinito-enquanto-livre.html' title='Que seja Infinito enquanto livre'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-112795386699762096</id><published>2005-09-28T17:19:00.000-07:00</published><updated>2005-09-29T10:21:18.306-07:00</updated><title type='text'>Chuva</title><content type='html'>Chuva,&lt;br /&gt;Vem lavar a minha alma que não sabe pra onde ir&lt;br /&gt;Vem molhar o meu rosto que não consegue sorrir&lt;br /&gt;Vem alegrar os olhos que procuram a razão de existir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha o mesmo sentido de outrora&lt;br /&gt;Não me dê a impressão de quando a água cai é o céu que chora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tira de mim essa melancolia que me mata&lt;br /&gt;Leva a saudade que eu sinto do nada e devolva a vontade de seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Molha meus lábios como se fossem os beijos apaixonados que sinto falta&lt;br /&gt;Molha meu corpo e, num paradoxo, aqueça meu corpo e a minha alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traz de volta a alegria dos dias de sol&lt;br /&gt;E devolva amagia dos dias que voçê cai&lt;br /&gt;Chuva que eu adoro....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-112795386699762096?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/112795386699762096/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=112795386699762096&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/112795386699762096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/112795386699762096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2005/09/chuva.html' title='Chuva'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-112649393088801969</id><published>2005-09-11T19:33:00.000-07:00</published><updated>2005-09-11T19:58:50.893-07:00</updated><title type='text'>Tédio... tédio...tédio...</title><content type='html'>Domingo.&lt;br /&gt;Meia noite.&lt;br /&gt;Metade da cidade já dorme.&lt;br /&gt;Poucas pessoas estão pelas ruas.&lt;br /&gt;Algumas ainda estão nos botecos, bebendo a última cerveja.&lt;br /&gt;outros já estão na calçada, onde vão passar a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui de cima sinto toda a cidade em mim.&lt;br /&gt;Ouço os passos do louco; o sussurro do bêbado; os desabafos da prostituta e até as orações do vizinho fanático...&lt;br /&gt;Aqui em cima vejo tudo.&lt;br /&gt;O morador do 17º andar do prédio ao lado, amando loucamente a moça atraida até a sua toca; o adolescente retraido, que faz amigos e sexo pela internet, para não sair de casa; a mãe de primeira viagem, que ainda se atrapalha na amamentção e a moça solitária chorando pela calçada por um motivo que é só dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não me vejo, não me ouço...&lt;br /&gt;Apenas me sinto cançada de mais um domingo cheio...&lt;br /&gt;Cheia de tudo e cheio de nada...&lt;br /&gt;Tudo como ontem...&lt;br /&gt;Nada diferente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-112649393088801969?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/112649393088801969/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=112649393088801969&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/112649393088801969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/112649393088801969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2005/09/tdio-tdiotdio.html' title='Tédio... tédio...tédio...'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-112492694810280976</id><published>2005-08-24T16:31:00.000-07:00</published><updated>2005-08-24T16:42:28.106-07:00</updated><title type='text'>Voce em mim</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Logo pela manhã, o primeiro pensamento é dedicado a você.&lt;br /&gt;Quando tenho vontade de sorrir sinceramente, é para você que mando as vibraçoes de paz e alegria.&lt;br /&gt;Se sinto um perfume suave, me lembro do seu cheiro.&lt;br /&gt;Se me encanto com a noite negra, são seu olhos que vejo.&lt;br /&gt;Ao sentir o frio da madrugada, é o seu corpo que desejo pra me aquecer.&lt;br /&gt;O que mais quero agora é ter você em mim e estar inteiramente em você.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-112492694810280976?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/112492694810280976/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=112492694810280976&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/112492694810280976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/112492694810280976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2005/08/voce-em-mim.html' title='Voce em mim'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-112416319843647445</id><published>2005-08-15T20:29:00.000-07:00</published><updated>2005-08-15T20:33:18.436-07:00</updated><title type='text'>Inconsciência pertinente</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O nome deste blog pode parecer muito subjetivo, mas na verdade ele surgiu em um dos momentos mais difíceis dos últimos tempos. Foi quando tive inspiração para escrever o texto que se segue  e entra para o armário da tristeza, que está com a porta entreaberta, prestes a ser trancado, que seja temporariamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As lágrimas caíram grossas e ensoparam meu rosto. Mais uma vez fui buscar algo que não era meu para saber o que fazer. Tive a nítida sensação que estou vivendo provisoriamente, na iminência de que tudo acabe a qualquer momento. Vivo o que não é pra mim. Seria covardia abdicar de tudo e buscar a felicidade na morte?&lt;br /&gt;O sorriso surge precário em meu rosto, pois ele não tem vontade de existir. É apenas um subterfúgio para mim mesma e uma forma de evitar que me perguntem o que sinto.&lt;br /&gt;Costumo dizer que o meu inconsciente é mais lúcido que minha razão em sã consciência. E durante uma das minhas fugas, me encontrei em um mar de tristeza que não tem fim.&lt;br /&gt;Me lembrei do que eu era na difícil infância quase extirpada da existência.&lt;br /&gt;Me lembrei também da adolescência castigada que me fez sonhar com algo que eu queria muito e hoje parece não significar nada.&lt;br /&gt;Sei que ainda tenho muito que andar... Mas, pra onde? Em busca de quê, se minha vida é uma farsa. Vivo num mundo que não me pertence. Vivo coisas que não sei explicar porque não sei entender.&lt;br /&gt;Tenho vontade de voltar a ter objetivos. Até tento me enganar. Mas o que me falta é muito mais que a vontade de me encontrar. Acho que tudo isso é culpa minha mesmo, mas não sei como me desvencilhar desta angustia que tanto me incomoda e tira a minha vontade de viver.&lt;br /&gt;Já não tenho tino para leitura, e as palavras que escrevo só refletem o buraco negro em que me encontro.&lt;br /&gt;Não sei se o que me falta é amor próprio ou me sentir amada.&lt;br /&gt;Não sei se preciso me encontrar ou ser procurada.&lt;br /&gt;Só sei que me sinto solta, em um lugar escuro, frio e sem vida. Estou só, amargamente só no meio da multidão...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-112416319843647445?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/112416319843647445/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=112416319843647445&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/112416319843647445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/112416319843647445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2005/08/inconscincia-pertinente.html' title='Inconsciência pertinente'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15463619.post-112416273507430849</id><published>2005-08-15T20:23:00.000-07:00</published><updated>2005-08-15T20:25:35.076-07:00</updated><title type='text'>Tentando me descobrir</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há quem diga que as terapias e análises são grandes bobagens, que os psicólogos cumprem simplesmente a função de um amigo íntimo. Pela segunda vez, em menos de cinco anos, notei que talvez me faltasse isso (um amigo íntimo). Na verdade estava enganada, o que me faltava era ter intimidade comigo mesma. Há algumas semanas tive uma conversa com a terapeuta que foi muito além dos 60 minutos que ela sempre reservava na agenda para ouvir as minhas lamúrias. Contei a ela muita coisa sobre mim, só não disse tudo porque ainda não consegui me descobrir (se o tivesse feito não precisaria da ajuda dela).&lt;br /&gt;Falei sobre os meus medos e angustias e, principalmente sobre a máscara que sinto necessidade de criar para guardar comigo as minhas inseguranças. Acabei me conhecendo um pouco mais e consolidando a opinião que já tinha, porém não muito firme, sobre a atuação destes profissionais. (abandonei a primeira terapia por causa de uma depressão incurável. Acreditam?)&lt;br /&gt;Nesta última sessão, algumas perguntas e respostas me induziram a refletir sobre a minha existência. Acabei descobrindo que sou capaz de ser, sentir e viver muito mais do que me permitia e ser até ser feliz assim, confiando mais em mim.&lt;br /&gt;A criação deste espaço foi uma sugestão da minha terapeuta. Mostrei a ela muito do que já tinha escrito e ela acabou me convencendo que esta poderia ser uma forma de desabafar, coisa que ainda sinto dificuldade em alguns aspectos da minha vida. Uma espécie de diário virtual poderia ser a saída. Resolvi então me soltar um pouco mais e perder o medo de expor o que penso, o que sinto e o que vejo deste mundo surreal, onde cada local é uma dimensão diferente e as pessoas, na verdade, são incógnitas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15463619-112416273507430849?l=razaoinconsciente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/feeds/112416273507430849/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15463619&amp;postID=112416273507430849&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/112416273507430849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15463619/posts/default/112416273507430849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://razaoinconsciente.blogspot.com/2005/08/tentando-me-descobrir.html' title='Tentando me descobrir'/><author><name>Aline Tomaz</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
